Os dois meninos vítimas de estupro coletivo na Zona Leste de São Paulo seguem recebendo acompanhamento especializado após o crime que chocou o país. Segundo as autoridades, o atendimento inclui suporte médico e psicológico contínuo, além de assistência social às famílias, que foram retiradas da comunidade por motivos de segurança. O caso é tratado com prioridade pelas autoridades.
O Conselho Tutelar acompanha de perto a situação, garantindo que os menores tenham acesso a todos os cuidados necessários neste momento delicado. A Prefeitura de São Paulo também entrou na rede de apoio, oferecendo suporte para garantir proteção integral às vítimas, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Família foi pressionada a não registrar boletim de ocorrência
A investigação revelou que as famílias enfrentaram dificuldades iniciais para denunciar o crime, principalmente por conta de pressões externas. A delegada responsável explicou o cenário encontrado durante o trabalho policial. “As vítimas estavam sendo pressionadas para não registrarem boletim de ocorrência na delegacia. Embora o material estivesse circulando na internet, a família não havia registrado queixa”, disse.
Após a denúncia, as crianças foram encaminhadas para exames e atendimento especializado, que seguem sendo realizados de forma sigilosa. O local onde as vítimas estão atualmente não foi divulgado, como forma de garantir a segurança e evitar novos traumas. A prioridade das autoridades é preservar a integridade física e emocional dos menores.
Polícia Civil investiga o caso
Enquanto isso, a Polícia Civil avança na identificação de pessoas que ajudaram a disseminar os vídeos do crime. A divulgação dessas imagens é considerada crime grave e pode ampliar o número de investigados no caso. A expectativa é de que novas responsabilizações ocorram nos próximos dias.

