Tenente-coronel acusado de matar a PM Gisele começa a ser julgado e detalhes vêm à tona

Geraldo Neto segue detido no presídio Romão Gomes, na zona norte da cidade de São Paulo.

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O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves, em fevereiro, começou a ser julgado em um processo administrativo que pode resultar na sua expulsão da Polícia Militar de São Paulo. O procedimento, chamado Conselho de Justificação, avalia se o oficial ainda reúne condições de permanecer na corporação.

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A fase atual do processo inclui a oitiva de testemunhas e a análise de provas. Segundo publicação no Diário Oficial na segunda-feira (4), novas audiências estão marcadas para os dias segunda-feira (11) e quinta-feira (14), por videoconferência. O próprio acusado ainda não tem data confirmada para prestar depoimento.

Justiça comum

O caso também tramita na Justiça comum, onde o oficial responde por feminicídio e fraude processual. De acordo com o Ministério Público, ele teria matado a esposa com um tiro na cabeça e tentado simular suicídio. A defesa, por outro lado, sustenta que a própria vítima tirou a vida após um desentendimento conjugal.

Mensagens encontradas no celular do tenente-coronel, segundo investigadores, indicariam comportamento controlador e abusivo. Em um dos trechos analisados, ele se referia a si mesmo como “macho alfa” e impunha regras à esposa, o que reforça a linha de investigação sobre violência doméstica anterior ao crime.

Geraldo Neto pode perder aposentadoria

“O Conselho de Justificação é muito parecido como um julgamento propriamente dito. A diferença é que aqui é uma esfera administrativa disciplinar”, disse o advogado Gabriel Teixeira em entrevista ao g1. Caso seja considerado incompatível com a função, o oficial pode perder o posto, a patente e até a remuneração que ainda recebe como militar aposentado.