O andamento judicial referente ao caso Thawanna, que investiga o episódio em que uma mulher faleceu após um disparo efetuado por uma policial militar na zona leste de São Paulo, passou a tramitar em segredo de justiça. A confirmação da medida foi feita pela equipe de defesa da soldado Yasmin Cursino, atualmente representada pelo advogado Luiz Pereira Nakaharada. A decisão judicial ocorre em um momento no qual a agente de segurança relata ser alvo de intimidações contra a sua integridade física.
De acordo com o representante legal da policial, a determinação visa resguardar as partes envolvidas no processo. O jurista explicou a situação processual atual afirmando que: “Além do segredo de justiça, perdurava também o sigilo para a defesa por causa das cautelares. O sigilo para defesa foi retirado, mas o segredo de justiça continuou”. Nakaharada assumiu a responsabilidade pela defesa da agente na semana anterior, substituindo o advogado Alexandre Guerreiro, que atuava no caso anteriormente.
Investigações sobre a PM Yasmin Cursino no caso Thawanna
A soldado de 22 anos encontra-se afastada de suas funções nas ruas por determinação da Justiça. Ela foi a responsável pelo disparo que tirou a vida da ajudante-geral durante uma abordagem ocorrida no bairro Cidade Tiradentes, no dia 3 de abril. Em seus depoimentos, a agente de segurança argumenta que sua atitude foi uma reação de legítima defesa, justificando que teria recebido um tapa no rosto desferido pela vítima. Essa narrativa, no entanto, é contestada por Luciano Gonçalves dos Santos, marido da mulher que faleceu.
Até o presente momento das apurações, os registros audiovisuais captados no local não permitiram confirmar ou descartar a suposta agressão física contra a policial. As imagens analisadas pelas autoridades são provenientes da câmera corporal fixada na farda do soldado Weden Silva, que atuava em parceria com Yasmin durante o atendimento da ocorrência. A corporação informou que a soldado não portava o equipamento de gravação no instante da abordagem devido a uma falha de cadastro no sistema da instituição.
Desdobramentos legais do caso Thawanna no Ministério Público
O episódio segue sob análise rigorosa de diferentes esferas de controle e investigação do estado. O Ministério Público de São Paulo conduz um procedimento próprio para apurar as circunstâncias em que a mulher faleceu. Paralelamente às ações do órgão ministerial, a conduta da policial militar também é objeto de um Inquérito Policial Militar instaurado internamente pela corporação, além de um inquérito criminal regular que está sendo conduzido pelos investigadores da Polícia Civil paulista.

