Uma sargento da Polícia Militar que mantinha relação próxima com Gisele Alves revelou detalhes sobre o comportamento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto no ambiente de trabalho da vítima. O depoimento, incorporado ao processo administrativo da corporação, descreve uma presença constante do oficial nas dependências onde a esposa atuava. As informações serão analisadas no Conselho de Justificação, que pode definir a exclusão do militar da instituição.
De acordo com a testemunha, o oficial comparecia com frequência ao local de trabalho da esposa, permanecendo nas proximidades e observando a rotina da equipe. A sargento relatou que a presença constante causava desconforto e deixava Gisele visivelmente tensa. Nos meses que antecederam a morte, a vítima teria relatado episódios recorrentes de ciúmes e conflitos conjugais.
Planos da PM Gisele
Ainda segundo o depoimento, Gisele demonstrava planos de deixar o relacionamento caso confirmasse uma traição. A testemunha afirmou que a colega se mostrava determinada a seguir com a vida de forma independente, especialmente em função da filha. A sargento reforçou que, durante todo o período de convivência, nunca percebeu qualquer comportamento que indicasse tendência suicida.
Julgamento administrativo
Outro ponto destacado foi a atitude do tenente-coronel após a morte da esposa. A testemunha relatou que ele entrou em contato com o setor pedindo informações, mas não compareceu às cerimônias de despedida. O comportamento chamou atenção entre colegas, especialmente pela proximidade que o casal demonstrava manter em vida.
O caso é analisado pelo Conselho de Justificação, que funciona como um julgamento administrativo dentro da Polícia Militar. O objetivo é avaliar se o oficial mantém condições éticas e funcionais para seguir na carreira. Paralelamente, o processo criminal segue na Justiça comum, com acusações graves que podem resultar em condenação e outras sanções legais.

