A confirmação de que um passageiro do cruzeiro MV Hondius contraiu a cepa Andes do hantavírus, variante capaz de ser transmitida entre pessoas, acendeu o alerta em autoridades sanitárias internacionais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já registrou três casos confirmados e segue acompanhando outros suspeitos a bordo do navio.
O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi, em coletiva à imprensa. Segundo ele, os exames preliminares apontam que o paciente sul-africano está contaminado com a única variante do vírus que tem histórico de transmissão entre humanos. “Os testes preliminares mostram que, de fato, trata-se da cepa Andes”, declarou o ministro.
Hantavírus em passageiro do MV Hondius acende alerta da OMS
Os primeiros sintomas no passageiro sul-africano começaram em 24 de abril, ainda durante a viagem. O quadro envolveu febre, falta de ar e sinais de pneumonia, o que levou ao atendimento médico dentro do navio. Três dias depois, ele foi transferido para a África do Sul e permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Outro caso confirmado está na Suíça, recebendo tratamento. No total, oito casos suspeitos foram identificados, sendo três já comprovados em laboratório.
O hantavírus costuma ser transmitido por meio do contato com urina, fezes ou saliva de roedores silvestres, ou ainda por superfícies contaminadas. A cepa Andes, no entanto, é a única variante conhecida com registros de propagação entre humanos, principalmente em situações de contato próximo e prolongado. O período de incubação fica entre duas e quatro semanas, e os primeiros sinais costumam ser confundidos com gripe.
Cepa Andes do hantavírus exige monitoramento da OMS
Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e problemas gastrointestinais. Em quadros graves, a doença evolui para dificuldade respiratória e queda acentuada da pressão arterial, com necessidade de internação em UTI. Não existe vacina nem tratamento específico, o que torna o atendimento precoce e o suporte intensivo fatores decisivos. A OMS avalia que o risco global segue baixo, mas mantém o monitoramento ativo enquanto novos casos suspeitos são acompanhados.

