Influenciadora condenada por atropelar personal vira foragida e nome vai parar na Interpol

Rosa Iberê deixou o país em meio às investigações e teve nome incluído no banco nacional de mandados de prisão.

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A influenciadora e empresária Rosa Iberê Tavares Dantas passou a ser considerada foragida da Justiça em Manaus (AM). A decisão veio depois que ela descumpriu medidas judiciais impostas em um processo por homicídio culposo, registrado em agosto de 2023. O caso envolveu um acidente de trânsito que terminou com a vida do personal trainer Talis Roque da Silva, de 31 anos, atingido em sua motocicleta no bairro Nossa Senhora das Graças.

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Na ocasião do acidente, Rosa Iberê tinha 25 anos e dirigia um Volkswagen Taos quando fez uma manobra irregular na Rua Pará, no conjunto Vieiralves. A moto em que Talis estava foi atingida em cheio, por volta das 11h20. O profissional chegou a ser socorrido e reanimado pela equipe médica, mas não resistiu após uma parada cardíaca. A Justiça enquadrou o episódio como homicídio culposo, sem intenção de matar, e fixou a pena em três anos de prisão.

A condenação de Rosa Iberê e a fuga que mudou o caso na Justiça

O juiz Áldrin Henrique de Castro Rodrigues, da 10ª Vara Criminal de Manaus, suspendeu a carteira de habilitação da influenciadora por 1 ano e 6 meses. O regime inicial da pena foi fixado como semiaberto, com prisão preventiva mantida e multa processual de R$ 300 mil, acrescida de juros. A defesa recorreu ao longo do processo, mas a situação mudou de status quando Rosa deixou o país durante as investigações e parou de cumprir as obrigações fixadas pelo juízo.

Diante do descumprimento, o magistrado determinou a inclusão do nome da empresária no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). A Justiça também acionou a Interpol, ampliando o alcance do mandado para fora do Brasil. Com isso, o caso, que vinha tramitando de forma mais reservada, passou a ter projeção internacional e voltou a circular nas redes sociais.

Quem é a influenciadora Rosa Iberê e como ela usava as redes sociais

Na época do acidente, Rosa Iberê tinha mais de 50 mil seguidores no Instagram, número que subiu para perto de 58 mil após a repercussão do episódio. O perfil, que mostrava a rotina entre academia, viagens de luxo e os negócios da família, foi ficando cada vez mais restrito. Ela apagou publicações, removeu a foto e bloqueou comentários, até a conta sair do ar. Empresária do ramo, mantinha uma tabacaria, uma loja de roupas de banho e ainda costumava aparecer com três jiboias regularizadas pelo Ibama, animais que se tornaram marca do seu conteúdo nas redes.