Frei Gilson, padre carmelita conhecido como fenômeno das transmissões de madrugada, virou alvo de uma representação no Ministério Público de São Paulo. O documento aponta supostas falas discriminatórias do religioso contra pessoas LGBT+ e mulheres em homilias, entrevistas e publicações nas redes sociais. O caso foi protocolado por um ex-noviço e mira posicionamentos do sacerdote vistos como ofensivos por uma parcela do público.
O religioso reúne números expressivos no ambiente digital, com cerca de 13 milhões de seguidores no Instagram e mais de 9 milhões no YouTube. As lives de oração começam por volta das 4h da manhã e, no período da Quaresma, chegaram a passar de um milhão de espectadores simultâneos. A audiência consolidou Frei Gilson entre os principais nomes do conteúdo cristão no Brasil.
Quem é Frei Gilson e como ele virou fenômeno nas redes
Nascido em São Paulo, Frei Gilson começou na música ainda na adolescência e ingressou na vida religiosa aos 18 anos. A ordenação sacerdotal aconteceu em dezembro de 2013, e no ano seguinte assumiu a Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Santo Amaro. Hoje integra a congregação Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo e está à frente do projeto musical Som do Monte, com mais de 1,8 milhão de ouvintes mensais no Spotify.
A repercussão recente também passou pelo Mineirão, onde participou do evento Cristo é o Show com cerca de 75 mil pessoas, número que estabeleceu novo recorde de público no estádio em eventos religiosos. A presença confirmou o alcance do sacerdote fora das telas. Ainda assim, a representação enviada ao MP-SP busca colocar parte das suas falas sob análise oficial.
O que diz a denúncia contra Frei Gilson no MP-SP
A representação reúne trechos em que o religioso teria usado termos considerados ultrapassados para tratar da homossexualidade, com expressões como “desordem”, “contrariedade à lei natural” e “depravação grave”. O documento também cita um vídeo em que o frei aborda o papel da mulher e sugere uma posição de apoio em relação ao homem. O caso agora será analisado pelo Ministério Público de São Paulo, que decide se abre apuração formal.

