A angústia pelo desaparecimento das primas Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, continua crescendo no interior do Paraná. Sem respostas concretas após mais de duas semanas de buscas, familiares vivem dias de desespero enquanto aguardam notícias das jovens, vistas pela última vez após saírem para uma festa acompanhadas do principal suspeito do caso, Clayton Antonio da Silva Cruz.
Na segunda-feira (4), Ana Erli Melegari, mãe de Sttela, esteve reunida com o delegado e investigadores responsáveis pelo caso, mas deixou a delegacia sem novidades sobre o paradeiro da filha. Segundo ela, a polícia informou que segue realizando buscas e rastreamentos na tentativa de localizar as jovens.
Mãe de Sttela desabafa
Ana afirmou que Clayton não fazia parte do círculo de amizades da filha e que ele era conhecido apenas de Letycia. A família descobriu posteriormente que as jovens haviam conhecido o suspeito em uma danceteria de Cianorte.
Em meio ao sofrimento, a mãe fez um forte desabafo ao falar sobre a falta de respostas no caso. “Só queremos as meninas, não importa onde estiverem, que alguém mande uma mensagem, qualquer coisa. Eu não quero saber dele (o suspeito), quero que fale onde estão as meninas, se estão vivas ou mortas”, afirmou.
Drama vivido por uma mãe
O drama vivido pela família também afeta diretamente os irmãos de Sttela. Segundo Ana, a filha mantinha contato constante com a família, especialmente com a irmã caçula de apenas dois anos, com quem tinha uma ligação muito forte.
Emocionada, Ana revelou que tenta manter a esperança de encontrar as jovens com vida, apesar do medo crescente diante da demora nas investigações. “Minha sobrinha perguntou o que o coração de mãe estava sentindo. Eu falei que meu coração de mãe diz que estão vivas. Mas meu coração de mãe fala que estão sofrendo muito”, desabafou. A mãe também afirmou temer que as primas tenham sido vítimas de exploração sexual, hipótese que aumenta ainda mais a preocupação da família enquanto as buscas continuam no Paraná.

