Empresária tem prisão decretada após tortura contra empregada doméstica grávida

Áudios atribuídos à patroa relatam horas de violência dentro da casa, em Paço do Lumiar, depois de uma falsa acusação de furto.

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A Justiça do Maranhão decretou a prisão da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada por agredir e torturar uma empregada doméstica grávida de 19 anos, em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís. A ordem foi cumprida na manhã desta quinta-feira (7). O caso ganhou repercussão depois que áudios atribuídos à patroa foram divulgados pela imprensa local.

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Segundo a denúncia, a jovem trabalhava havia cerca de 15 dias na residência quando passou a ser acusada de ter furtado um anel. Conforme o relato da vítima, as agressões começaram com puxões de cabelo e seguiram com tapas e chutes pelo corpo. A doméstica afirmou que tentou proteger a barriga durante toda a abordagem, por estar grávida.

Áudios reforçam autoria das agressões contra empregada doméstica

De acordo com as investigações, a empresária teria contado com a ajuda de um homem armado durante o episódio, que durou cerca de uma hora. Em gravações divulgadas pela TV Mirante, Carolina relata detalhes das agressões e afirma que o homem colocou uma arma na cabeça e na boca da vítima. Mesmo depois que o anel foi encontrado dentro de um cesto de roupas, as ofensas teriam continuado.

A jovem procurou a polícia, registrou boletim de ocorrência e passou por exames no Instituto Médico Legal (IML), que confirmaram as lesões corporais. Os áudios já foram anexados ao inquérito conduzido pela Polícia Civil do Maranhão. “Não existe autoria mais patente do que o próprio agressor confessar”, afirmou o delegado Walter Wanderley à imprensa local.

Conduta dos policiais e antecedentes da empresária Carolina Sthela

A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informou que o inquérito está em fase avançada. Em paralelo, a conduta dos militares que atenderam a primeira ocorrência também é apurada, depois que um dos áudios indicou que a vítima não foi levada à delegacia porque um dos agentes conhecia a investigada. Segundo a OAB-MA, Carolina já responde a outros processos judiciais e foi condenada em 2024 por calúnia, em um caso envolvendo a acusação falsa de furto contra uma ex-babá do filho dela.