Era assim que padre acusado de abusar de coroinha agia antes de ser descoberto pela polícia

A decisão da Diocese de Amparo ocorre após a sentença que determinou pena em regime semiaberto.

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A Diocese de Amparo, localizada no interior de São Paulo, determinou o afastamento temporário do padre Sidney Wilson Basaglia de suas funções religiosas. A medida institucional foi oficializada na última quarta-feira em decorrência de uma condenação judicial em primeira instância. O líder religioso recebeu uma sentença de seis anos de prisão, que devem ser cumpridos inicialmente em regime semiaberto, pelo crime de violação sexual mediante fraude contra uma adolescente que atuava como coroinha na cidade de Serra Negra.

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O Ministério Público de São Paulo comunicou a decisão condenatória no final do mês de abril. De acordo com os autos do processo conduzido pela promotoria, os episódios de violência íntima aconteceram no período compreendido entre os anos de 2014 e 2016. Na época em que os fatos foram registrados pelas autoridades competentes, a vítima tinha 14 anos de idade e participava ativamente das rotinas da paróquia local.

Investigação sobre o padre Sidney Wilson Basaglia 

A denúncia apresentada detalha o método utilizado pelo réu para se aproximar da adolescente. O documento aponta que o sacerdote se aproveitou do interesse da jovem pelas questões religiosas para estabelecer um vínculo de confiança. Para consolidar essa proximidade, ele oferecia presentes, realizava convites frequentes para jantares e passava a integrar atividades cotidianas da vítima fora do ambiente estritamente familiar e eclesiástico.

Os promotores responsáveis pelo caso sustentam que a posição de autoridade religiosa foi um fator determinante para a manipulação da jovem e para a criação de um quadro de dependência emocional. Esse cenário viabilizou a prática reiterada de atos libidinosos em locais privados, incluindo as dependências da própria paróquia e a casa de parentes. O texto da sentença judicial ressaltou que as ações ocorriam de forma velada, com estratégias para evitar suspeitas e dificultar a reação da vítima.

Posicionamento da Diocese de Amparo e situação jurídica

Com a determinação da Justiça paulista, o processo segue os trâmites legais cabíveis para a fase de execução da pena ou possíveis recursos da defesa. Até o momento da divulgação das informações pelo Ministério Público, os representantes legais do sacerdote não haviam emitido um comunicado oficial sobre a condenação. A instituição religiosa regional mantém a suspensão das atividades paroquiais do réu enquanto a situação jurídica tramita nas instâncias competentes do poder judiciário.