O desaparecimento das primas Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, passou a ser tratado com ainda mais preocupação pela Polícia Civil do Paraná. As jovens estão desaparecidas desde domingo (20) de abril, após saírem de Cianorte para uma suposta festa em Maringá. Dezessete dias depois, o caso ganhou novos desdobramentos e investigadores trabalham com hipóteses graves, incluindo sequestro, cárcere privado e possível duplo homicídio.
O principal suspeito é Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos, que utilizava o nome falso de “Davi” para se aproximar das jovens. Segundo a investigação, ele dirigia um veículo clonado e já possui antecedentes criminais, incluindo condenação por roubo. A Justiça decretou a prisão temporária do homem, que segue foragido. A polícia também apura se outras pessoas podem ter ajudado o suspeito depois do desaparecimento.
Detalhes revelados pelo delegado do caso
Nos últimos dias, novas informações sobre a movimentação de Clayton foram reveladas. O delegado Luis Fernando Alves afirmou que testemunhas viram o suspeito retornando para Cianorte após o desaparecimento das jovens. “Ele volta pra Cianorte, segundo a identificação de testemunhas, a pé, chega a pé no local, pega a moto dele, uma Falcon, no dia 23 e sai de Cianorte”, disse. Além disso, registros apontam que ele passou por Maringá no dia 24 de abril.
As famílias das primas seguem acompanhando as buscas com desespero e esperança. Ana Melegari, mãe de Sttela, contou que o silêncio repentino da filha causou estranhamento imediato, já que a jovem mantinha contato constante com a família.
Polícia segue investigando o desaparecimento
A Polícia Civil continua realizando diligências consideradas sigilosas para tentar localizar as jovens e encontrar Clayton Antônio da Silva Cruz. Até agora, ainda não há confirmação oficial sobre o último local em que Sttela e Letycia foram vistas. As autoridades seguem analisando imagens de câmeras, depoimentos e registros de deslocamento do suspeito, enquanto familiares aguardam respostas sobre o caso que chocou o Paraná.

