A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acendeu o sinal vermelho para os consumidores brasileiros na quinta-feira (7) e proibiu a fabricação, a venda e o uso de diversos lotes de produtos da Ypê. A decisão foi tomada após a identificação de uma bactéria perigosa nos itens, junto a falhas no controle de qualidade da fábrica. O microrganismo pode ser fatal para pessoas com a imunidade fragilizada.
De acordo com a agência, a contaminação foi encontrada em lotes de detergentes lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido e desinfetantes da marca, todos fabricados em uma das unidades da Química Amparo. Os fiscais realizaram inspeção na linha de produção e identificaram irregularidades em etapas críticas que comprometem a segurança microbiológica dos produtos colocados nas prateleiras.
Bactéria oportunista preocupa Anvisa em produtos da Ypê
Embora o microrganismo seja comum no ambiente, médicos o classificam como uma “bactéria oportunista”. Em pessoas saudáveis, raramente causa transtornos, mas o quadro muda quando entra em contato com quem tem o sistema imunológico debilitado. As infecções podem ir de problemas urinários e respiratórios até casos graves, com risco de falência de órgãos. Os sintomas incluem febre, calafrios, tosse persistente e feridas na pele com secreção e mau cheiro.
O alerta da Anvisa é direcionado especialmente a grupos de risco, como pessoas em tratamento contra o câncer, diabéticos, transplantados, pacientes que vivem com HIV e quem faz uso prolongado de corticoides. A orientação é não usar nenhum dos produtos suspensos e entrar em contato com o serviço de atendimento ao consumidor da empresa para checar os números dos lotes recolhidos.
Ypê diz que produtos são seguros e busca reverter decisão da Anvisa
Em nota oficial, a Ypê afirmou que possui laudos técnicos independentes que garantem a segurança dos itens e que segue em diálogo com a agência reguladora para reverter a proibição. A empresa afirmou ainda que está colaborando integralmente com a Anvisa, conduzindo análises complementares e atualizando o Plano de Ação e Conformidade Regulatória, desenvolvido em conjunto com a agência desde dezembro de 2025. Consumidores relatam dificuldade de retorno no SAC desde o anúncio do recall.

