O goleiro Bruno Fernandes voltou a ser preso após ser considerado foragido da Justiça por cerca de dois meses. Condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, Bruno foi localizado e detido no fim da noite de quinta-feira (7), em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A prisão aconteceu após novas acusações de descumprimento das regras impostas pela Justiça durante a liberdade condicional.
O mandado de prisão havia sido expedido no dia 5 de março pela Vara de Execuções Penais. Segundo a decisão judicial, o ex-jogador não respeitou condições básicas estabelecidas para continuar em regime semiaberto. Entre os principais motivos apontados pelas autoridades está uma viagem feita ao Acre, em fevereiro, sem autorização judicial prévia.
Prisão de Bruno Fernandes
Na ocasião, Bruno viajou para defender o Vasco-AC em compromissos esportivos, mas não retornou ao sistema prisional no prazo determinado pela Justiça. O Ministério Público do Rio de Janeiro argumentou que o ex-atleta demonstrou comportamento incompatível com as exigências do benefício concedido. A promotoria também destacou que ele teria ignorado diversas obrigações impostas pelo regime.
Argumento do Ministério Público
De acordo com o Ministério Público, Bruno deixou de atualizar seu endereço por cerca de três anos e desrespeitou horários de recolhimento. Além disso, o órgão apontou que o ex-goleiro frequentou locais proibidos e realizou outras viagens sem autorização judicial. Entre os episódios citados está a presença do ex-jogador em uma partida no Maracanã e também em um estádio de Minas Gerais.
O caso voltou a gerar forte repercussão nas redes sociais e reacendeu debates sobre benefícios penais concedidos a condenados por crimes graves. A nova prisão de Bruno reforça a fiscalização da Justiça em relação ao cumprimento das medidas impostas a detentos que recebem progressão de pena ou liberdade condicional.

