O goleiro Bruno Fernandes, condenado pela morte de Eliza Samudio, voltou a ser preso no fim da noite de quinta-feira (7), em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O ex-jogador estava foragido havia cerca de dois meses, depois que a Vara de Execuções Penais entendeu que ele descumpriu regras impostas pela liberdade condicional. Com a nova detenção, uma entrevista recente do ex-atleta voltou a circular nas redes e jogou luz sobre uma declaração que repercutiu fora do processo.
Segundo informações do processo, Bruno teria feito viagens sem autorização judicial e violado outras determinações antes da revogação do benefício. O caso trouxe nova repercussão em torno do assassinato de Eliza Samudio, desaparecida em 2010 e cujo corpo nunca foi encontrado. As declarações dadas pelo ex-goleiro em uma entrevista à plataforma de podcast voltaram a ser compartilhadas e geraram um novo debate sobre o que ele admitiu publicamente.
O que Bruno disse no podcast sobre o desaparecimento de Eliza
Durante participação no “Geral Podcast”, o ex-goleiro voltou a comentar publicamente sobre o crime e admitiu que tinha conhecimento do que aconteceria com Eliza, embora tenha negado ter dado a ordem direta para a execução. “Não mandei, mas eu sabia”, declarou. Na conversa, ele relatou que a relação com Eliza já havia chegado a um ponto sem diálogo e marcada por conflitos constantes.
Bruno também mencionou Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, apontado como um dos envolvidos no crime. Segundo o ex-jogador, “o Macarrão passou a resolver tudo”, sugerindo que o antigo amigo teria assumido decisões relacionadas ao conflito com Eliza. As declarações reforçaram pontos já discutidos no processo, no qual a Justiça entendeu que o ex-goleiro teve participação indireta e conhecimento prévio sobre o desfecho.
O que a Justiça já entendia sobre a participação de Bruno no caso Eliza
Eliza Samudio desapareceu em 2010 após cobrar na Justiça o reconhecimento da paternidade do filho que teve com Bruno. As investigações apontaram que ela foi assassinada e teve o corpo ocultado. O ex-goleiro foi condenado por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado, em sentença que se tornou um dos episódios criminais de maior repercussão do país. Com a nova prisão, declarações antigas voltam à pauta.

