Alcolumbre tenta reconciliação com Lula após derrota de Jorge Messias no STF

Senador quer encontro reservado e teme avanço de investigações sob relatoria de André Mendonça.

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tenta marcar uma conversa direta com o presidente Lula após o desgaste provocado pela rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Pessoas próximas confirmam que o senador fez chegar ao Palácio do Planalto, em Brasília, o desejo de se reunir pessoalmente com o petista, sem intermediários no encontro.

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Nos bastidores, Alcolumbre foi apontado tanto por governistas quanto por opositores como um dos principais articuladores da derrota do indicado de Lula para a Suprema Corte. Segundo um aliado, o senador estaria “querendo se limpar com Lula”, em referência à importância da reunião para restabelecer a relação com a Presidência da República.

Por que Alcolumbre quer encontro reservado com Lula

Lula retorna ao Brasil na sexta-feira (8), após viagem oficial aos Estados Unidos. De acordo com interlocutores, Alcolumbre decidiu permanecer em Brasília neste fim de semana justamente para ficar à disposição da agenda presidencial. A avaliação entre aliados é de que a relação entre os dois sofreu forte desgaste após a articulação em torno da indicação ao STF.

Auxiliares do senador também demonstraram preocupação com o avanço de duas investigações sensíveis. Os processos ligados ao Banco Master e à fraude no INSS estão sob relatoria do ministro André Mendonça, magistrado com quem Alcolumbre mantém uma relação considerada ruim nos bastidores. Há temor sobre possíveis citações ao senador feitas por investigados nos dois casos.

Operação contra Ciro Nogueira aumenta a tensão no grupo de Alcolumbre

A operação da Polícia Federal realizada na quinta-feira (7), que teve como alvo o senador Ciro Nogueira, elevou ainda mais a tensão entre parlamentares próximos ao presidente do Senado. A ação de busca e apreensão foi interpretada por integrantes do grupo político de Alcolumbre como um possível sinal de que novas fases das investigações podem atingir outros nomes do Congresso Nacional nos próximos meses.