Antes de ser morta, Moranguinho recebeu ameaças e família revela detalhes que apontam motivação

Adolescente de 17 anos teria sido atraída para uma armadilha após uma ligação misteriosa, dizem parentes.

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O caso da morte de Jamille Vitória Amparo dos Prazeres, conhecida como Moranguinho, ganhou novos desdobramentos após a repercussão do crime. A adolescente de 17 anos foi executada com quatro tiros na cabeça, na noite de quarta-feira (06), em uma comunidade do bairro de Nova Descoberta, na Zona Norte do Recife, em Pernambuco.

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Segundo a família, a jovem vinha recebendo ameaças nos dias anteriores ao crime. A tia materna da vítima afirmou em entrevista a uma emissora local que Jamille chegou a comentar a situação: “Tia, eu quero que mainha me tire daqui, porque ela só vai resolver alguma coisa quando eu morrer”, teria dito a adolescente em uma das conversas registradas.

Família de Moranguinho aponta possível ligação do crime com tráfico

A família acredita que o crime tenha relação com o tráfico de drogas na região. Jamille era usuária de crack desde os 13 anos, e o vício pode ter contribuído para o assassinato, segundo relatos dos parentes. De acordo com testemunhos, Moranguinho teria recebido uma ligação pedindo que ela fosse sozinha até o local em que acabou sendo encontrada sem vida.

O corpo da adolescente foi localizado em uma área frequentada por usuários de drogas, entre as ruas Craolândia e Doutor Alto Caeté. A região é conhecida pela intensa movimentação ligada ao tráfico e ao consumo de entorpecentes. Equipes policiais foram acionadas e isolaram o local até a chegada das equipes responsáveis pelos procedimentos investigativos do caso.

Polícia Civil investiga autoria do crime contra Moranguinho

A Polícia Civil registrou o caso, por meio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), como homicídio consumado. Até o momento, ninguém foi preso e a autoria segue desconhecida. As investigações estão sob responsabilidade da 5ª Delegacia de Homicídios e devem analisar imagens da área e relatos sobre as ameaças recebidas pela jovem nos dias anteriores ao ataque.