A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de 24 produtos da marca Ypê depois de identificar a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, considerada resistente a diversos antibióticos. A medida atinge detergentes, sabões líquidos e desinfetantes fabricados pela empresa em Amparo, no interior de São Paulo, e foi tomada após inspeções apontarem falhas consideradas críticas no controle de qualidade da produção.
O microrganismo é encontrado naturalmente em locais úmidos, como água e solo, mas pode causar infecções graves quando entra em contato com pessoas imunossuprimidas, hospitalizadas ou com feridas abertas. Pulmões, trato urinário, corrente sanguínea e lesões de pele estão entre os pontos do corpo que podem ser atingidos. A alta resistência da bactéria a medicamentos é o que mais preocupa especialistas em saúde pública.
O que é a Pseudomonas aeruginosa identificada nos produtos da Ypê
A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria comum no ambiente, mas oportunista. Quando encontra um organismo com a defesa enfraquecida, ela se aproveita para se instalar e provocar quadros que podem evoluir rapidamente. Justamente por driblar várias classes de antibióticos, o tratamento costuma exigir terapias combinadas e acompanhamento próximo de equipes médicas em ambiente hospitalar.
A orientação da Anvisa é que consumidores interrompam imediatamente o uso dos produtos afetados e confiram os números de lote impressos nas embalagens. A suspensão atinge principalmente itens com final 1, fabricados na unidade de Amparo. Antes mesmo da decisão da agência, a própria Ypê havia iniciado um recolhimento voluntário ao detectar a contaminação em sabões líquidos, em uma tentativa de limitar o alcance do problema.
Como agir após o alerta da Ypê e quem corre mais risco
A empresa orienta os clientes a procurar o Serviço de Atendimento ao Cliente para informações sobre troca ou devolução. Quem fizer parte do público com o sistema imunológico mais fragilizado, como pacientes em tratamento oncológico, idosos com feridas e pessoas internadas, deve redobrar a atenção. O Ministério da Saúde já vinha alertando para o avanço de bactérias resistentes a antibióticos no país, sobretudo dentro de hospitais.

