Mãe de Eliza Samudio quebra silêncio após nova prisão do goleiro Bruno

Sônia Moura disse que o ex-jogador poderia ter evitado o desfecho caso tivesse cumprido as regras impostas pela Justiça.

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A nova prisão do goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, condenado pela morte da modelo Eliza Samudio em 2010, fez Sônia Fátima Moura, mãe da vítima, voltar a falar publicamente. Em entrevista nesta sexta-feira (8), ela afirmou que “a Justiça existe” e disse que o ex-atleta poderia ter evitado a situação caso seguisse as determinações da liberdade condicional.

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Considerado foragido desde março, Bruno foi capturado durante a madrugada em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A captura aconteceu após a constatação de que o ex-goleiro descumpriu de forma reiterada as regras que mantinham sua liberdade vigiada.

Sônia Moura, mãe de Eliza Samudio, lamenta postura do goleiro Bruno

“Eu lamento porque ele não precisava estar passando por isso. Se tivesse cumprido todas as medidas, não precisaria viver esse momento”, declarou Sônia. A mãe da modelo aproveitou a entrevista para reforçar a confiança no Judiciário e mandar um recado para outras famílias que enfrentam processos arrastados.

“Não desistam da Justiça. Pode demorar, mas a Justiça existe”, completou. Ela ainda destacou que a nova prisão não diminui a dor de não saber o que aconteceu com o corpo da filha. “A nova prisão não vai trazer o corpo da minha filha. O melhor seria se eu tivesse o corpo da minha filha. Minha filha foi descartada igual lixo”, lamentou.

Goleiro Bruno descumpriu medidas e teve liberdade condicional revogada

O ex-jogador passou a ser procurado depois de viajar ao Acre, em fevereiro, sem autorização judicial. Na ocasião, ele participou de uma partida pelo Vasco do Acre na Copa do Brasil, mesmo sem permissão para deixar o Rio de Janeiro. O Ministério Público apontou ainda outras violações, como falta de atualização de endereço, descumprimento do horário de recolhimento e a presença em locais proibidos, entre eles um jogo do Flamengo no Maracanã. Condenado em 2013 a 22 anos e 3 meses por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver, Bruno havia conseguido a liberdade condicional em janeiro de 2023.