Documentos divulgados pelo governo dos Estados Unidos nesta sexta-feira (8) revelaram relatos pouco conhecidos da tripulação da Apollo 11, missão que levou o ser humano à Lua em 1969. Nos arquivos, Buzz Aldrin, Neil Armstrong e Michael Collins descrevem um objeto incomum visto perto da espaçonave e flashes de luz que apareciam dentro da cabine durante a viagem.
Os registros fazem parte de um conjunto de mais de cem documentos sobre fenômenos aéreos e espaciais analisados pelo governo americano. Atualmente, o termo oficial para esses casos é UAP, sigla usada para fenômenos anômalos não identificados, expressão que substituiu a antiga referência a óvnis. Os arquivos foram liberados após anos de pedidos públicos.
Astronautas da Apollo 11 descrevem objeto observado perto da nave
Segundo os documentos, Aldrin afirmou que a tripulação observou um item de tamanho considerável quando a nave já estava próxima da Lua. “Estávamos a um dia de distância, ou algo próximo disso, da Lua. Tinha um tamanho considerável”, disse o astronauta. Inicialmente, eles imaginaram que pudesse ser uma peça desprendida do foguete Saturn V.
A descrição mudou conforme observavam pelos equipamentos ópticos da cápsula. Armstrong comparou o formato a uma mala aberta, enquanto Aldrin afirmou que parecia uma estrutura em L. Collins, que ficou em órbita lunar enquanto os outros desciam, registrou que o objeto lembrava um cilindro oco girando no espaço, sem que conseguissem chegar a uma conclusão definitiva sobre a origem.
Buzz Aldrin relata flashes de luz dentro da cabine da Apollo 11
Além da observação externa, Aldrin descreveu flashes de luz que apareciam dentro da cabine enquanto ele tentava dormir. “Pequenos flashes de luz dentro da cabine”, registrou no relatório, acrescentando que alguns clarões pareciam atravessar a espaçonave em alta velocidade. Durante o diálogo, Armstrong e Aldrin discutiram a possibilidade de partículas solares, radiação ou partículas atômicas serem a explicação dos pontos brilhantes que viam dentro do módulo lunar.

