Uma briga entre dois irmãos terminou de forma trágica na manhã desta quinta-feira (7), em uma localidade rural conhecida como Areia dos Brancos, no município de Buriti, no Maranhão. A região fica a cerca de 325 quilômetros da capital São Luís. De acordo com a Polícia Civil, a discussão começou enquanto a dupla cuidava da poda de uma árvore em um terreno da família.
A vítima foi identificada como Manoel Alves de Sousa, de 67 anos. Durante o confronto, ele acabou atingido por golpes de machado e não resistiu aos ferimentos, morrendo ainda no local. O caso passou a ser tratado pelas autoridades como uma ocorrência de extrema gravidade dentro do contexto familiar.
Polícia Civil aponta Antônio Alves como principal suspeito do ataque
O principal suspeito é Antônio Alves de Sousa, de 58 anos, irmão de Manoel. Ele também ficou bastante ferido durante a briga, segundo a Polícia Civil, depois de ser atingido por golpes de facão durante o confronto. Antônio foi atendido inicialmente no Hospital Municipal de Buriti, mas precisou ser transferido para uma unidade de alta complexidade na cidade de Caxias por causa da gravidade do estado de saúde.
Até o momento, o quadro clínico de Antônio não foi atualizado pelas equipes médicas. A polícia acompanha a evolução do tratamento porque o suspeito é peça-chave para esclarecer o que de fato aconteceu na manhã da ocorrência. Apesar das primeiras informações repassadas, ainda há diversos pontos pendentes a serem checados pelos investigadores.
Investigação avalia se golpes de machado foram em legítima defesa
Em depoimento prestado à Polícia Militar, Antônio afirmou que foi atacado primeiro por Manoel, com um facão, e que reagiu utilizando o machado que estava sendo usado no corte da árvore. A versão precisa ser confirmada pelas autoridades. De acordo com a Polícia Civil, os irmãos eram vizinhos e mantinham desavenças antigas, o que reforça a tese de que a discussão da poda foi apenas o estopim. O caso segue sob apuração, e a corporação avalia se o homicídio ocorreu mesmo em situação de legítima defesa, conforme alega o suspeito que sobreviveu.

