O desaparecimento das primas Stella Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos, ganhou um novo capítulo cercado de mistério e dor no Paraná. Enquanto a Polícia Civil intensifica as buscas pelas jovens desaparecidas desde domingo (20), a família de Stella revive um trauma antigo. Isso porque o pai da jovem desapareceu há 13 anos durante uma viagem de trabalho ao Pará e nunca mais foi encontrado.
Segundo as investigações, Stella e Letycia foram vistas pela última vez após saírem para um encontro com Clayton Antonio da Silva Cruz, conhecido como Dog Dog, principal suspeito do caso. A polícia acredita que as duas seguiriam para uma festa em Cianorte, no interior do Paraná, mas desapareceram sem deixar rastros. Desde então, familiares vivem dias de angústia enquanto equipes realizam buscas em diferentes regiões do estado.
Desaparecimento do pai de Stella ficou sem solução
A situação se tornou ainda mais dolorosa para Ana, mãe de Stella. Há mais de uma década, ela já havia enfrentado o desaparecimento do marido, Cícero Evane Lima de Almeida, que sumiu durante uma viagem de trabalho para Belém, no Pará. O homem nunca mais foi localizado e o caso permaneceu sem solução. Agora, a família se vê novamente diante de um desaparecimento cercado por incertezas e sofrimento.
As investigações apontam que Stella talvez nem conhecesse o suspeito. Segundo informações divulgadas pela RIC Record Maringá, a jovem teria acompanhado apenas a prima Letycia naquela noite. A polícia trabalha com a hipótese de que Stella possa ter sido vítima por estar junto da prima no momento do encontro. A linha de investigação considera a possibilidade de ela ter se tornado uma testemunha indesejada.
Suspeito foragido
Clayton Antonio da Silva Cruz segue foragido e teve a prisão temporária decretada pela Justiça. Conhecido pelos apelidos Dog Dog, Sagaz e Cleitinho, ele possui extensa ficha criminal e já cumpriu pena por tráfico de drogas e roubo agravado. A Polícia Civil pede que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito ou das jovens seja repassada anonimamente pelos telefones 181, 190 ou 197.

