A prisão de Márcio Talaska, de 38 anos, trouxe novos desdobramentos para o caso da morte de Iria Djanira Roman Costa Talaska, de 36 anos, e da filha do casal, Maria Laura Roman Talaska, de três anos, encontradas mortas dentro de um carro submerso no Rio Paraná.
O homem, único sobrevivente da ocorrência registrada na noite de sábado (2), havia afirmado à polícia que a esposa conduzia o veículo no momento do acidente. No entanto, a investigação passou a apontar inconsistências na versão apresentada por ele.
câmeras de segurança foram analisadas
Conforme a Polícia Civil do Paraná, imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas revelaram que Márcio era quem estava ao volante desde o início do trajeto. A polícia analisou 23 gravações para reconstruir os momentos anteriores ao carro entrar no rio.
Segundo os investigadores, o veículo saiu de uma confraternização em Porto Rico e percorreu o caminho até a rampa de acesso ao rio sem demonstrar sinais de que os ocupantes estivessem perdidos.
Delegada falou sobre a investigação
A delegada Iasmin Gregorio explicou que testemunhas ouvidas durante as diligências confirmaram que Márcio dirigia o automóvel durante toda a noite. Além disso, as imagens mostram que ele conseguiu deixar o veículo rapidamente após a queda na água. A investigação também considera estranho o tempo levado pelo homem até procurar ajuda. Segundo a polícia, ele demorou cerca de um minuto e meio após sair do carro para pedir socorro.
Outro detalhe investigado pelas autoridades é a ausência de qualquer tentativa do casal de buscar orientação sobre a saída da cidade. De acordo com a delegada, o percurso foi realizado de maneira linear, sem desvios ou pedidos de informação a moradores. “Não havia uma postura ali do casal de perguntar onde seria a saída da cidade”, afirmou Iasmin Gregorio ao comentar as conclusões preliminares do caso.

