Caso PM Gisele pode ter reviravolta? Perito contratado por tenente-coronel questiona marcas no corpo da vítima

Defesa de tenente-coronel contratou perito que questiona marcas que foram encontradas no corpo de Gisele.

PUBLICIDADE

A defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa, acusado pela morte da soldado Gisele Alves Santana, apresentou novos questionamentos ao laudo oficial produzido pela Polícia Civil de São Paulo. O documento foi anexado ao processo nesta semana pelo perito assistente Fabiano Abucarub, contratado pelos advogados do policial militar para analisar detalhes da investigação.

PUBLICIDADE

Entre os pontos levantados pela defesa estão as marcas encontradas no pescoço e no corpo de Gisele após a exumação realizada durante as investigações. O perito questiona se existe comprovação científica suficiente para afirmar que as lesões tenham sido provocadas por Geraldo Neto e levanta a hipótese de que os ferimentos poderiam ter sido causados pela filha de 7 anos da vítima.

Alegação do tenente-coronel

Segundo o documento, o tenente-coronel alegou que a menina costumava abraçar a mãe pelo pescoço e permanecer pendurada nela durante períodos longos. A defesa também afirmou que Neto rói as unhas desde pequeno e, por isso, não teria condições de provocar arranhões semelhantes aos identificados nos exames periciais realizados pela Polícia Científica.

Polícia Civil rebateu versão anteriormente

A Polícia Civil, porém, já havia rebatido anteriormente essa versão durante as investigações. Os peritos apontaram que a força aplicada nas marcas seria incompatível com o desenvolvimento físico de uma criança e destacaram que não existiria dinâmica infantil capaz de reproduzir os ferimentos encontrados no corpo da soldado. Mesmo assim, a defesa insiste na necessidade de novos esclarecimentos técnicos.

Geraldo Neto segue preso e responde por feminicídio e fraude processual no caso da morte da esposa. O Ministério Público sustenta que ele matou Gisele após não aceitar o fim do relacionamento e ainda tentou simular um suicídio dentro do apartamento do casal. A defesa nega as acusações e afirma que o policial é inocente.