A investigação sobre a morte de Iria Djanira Roman Costa Talaska, de 36 anos, e da filha Maria Laura Roman Talaska, de apenas três anos, ganhou um novo desdobramento após a Polícia Civil do Paraná revelar quanto tempo Márcio Talaska, marido e pai das vítimas, demorou para pedir ajuda depois que o carro da família caiu no Rio Paraná, em Nova Londrina, no noroeste do estado.
Segundo a polícia, o homem levou cerca de um minuto e meio para acionar socorro após conseguir sair do veículo submerso. O caso aconteceu na noite de sábado (2), quando o automóvel desceu por uma rampa de acesso e caiu dentro do rio.
Márcio conseguiu sobreviver e foi encontrado às margens da água, enquanto Iria e a filha foram retiradas já sem vida durante a madrugada de domingo (3). Inicialmente, o homem afirmou em depoimento que a esposa dirigia o veículo e teria se perdido no caminho, versão que passou a ser contestada pela investigação nos últimos dias.
Mudança nos rumos da investigação
De acordo com a delegada Iasmin Gregorio, imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas mudaram completamente os rumos do caso. Após analisar 23 gravações, a Polícia Civil concluiu que era Márcio quem estava ao volante no momento em que o carro entrou no rio. A delegada também destacou que o trajeto feito pela família não indicava que o casal estivesse perdido, já que o percurso ocorreu de forma linear e sem pedidos de informação pelo caminho.
A polícia ainda apontou que Márcio saiu do carro com facilidade e permaneceu cerca de um minuto e meio sem pedir ajuda. A informação passou a ser considerada relevante para a investigação, principalmente diante da suspeita de que o veículo possa ter sido lançado propositalmente no rio. “Com todos esses elementos, há indicativos de que o masculino teria cometido tal fato de forma proposital”, disse a delegada.
Prisão preventiva do suspeito
Na sexta-feira (8), Márcio Talaska foi preso preventivamente. A defesa dele informou que ainda não teve acesso completo aos autos do processo e afirmou que irá recorrer da decisão judicial. Enquanto isso, a Polícia Civil aguarda novos laudos para concluir o inquérito que apura as circunstâncias da morte de Iria e Maria Laura, caso que causou forte comoção na cidade de Nova Londrina.

