Um casal mexicano sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) conseguiu autorização judicial para reencontrar o filho, um jovem com câncer terminal, antes do seu falecimento. Isidoro González Avilés e Norma Anabel Ramírez Amaya chegaram à residência da família em Durango, no México, no sábado (9). O encontro ocorreu um dia antes de Kevin Gonzalez, de 18 anos, não resistir às complicações de um tumor no cólon, diagnosticado há cinco meses.
Os familiares foram interceptados na fronteira entre o México e os Estados Unidos no início do ano. A tentativa de travessia ocorreu após receberem a confirmação do diagnóstico do rapaz, morador de Chicago. Como os vistos de emergência foram negados e ambos possuíam histórico de deportação, acabaram em um centro de detenção no Arizona. O objetivo da viagem era acompanhar o tratamento do filho desde a descoberta da doença.
Libertação pelo ICE e viagem para ver Kevin Gonzalez
A permanência na unidade prisional durou até quinta-feira (7), quando um juiz federal soube do quadro clínico e determinou a soltura. Ao rever o rapaz, a mãe relatou o impacto da distância. “O que eu mais queria era estar lá com ele quando recebeu a notícia ruim. Foi muito difícil para mim, não estar lá para abraçá-lo e dizer que tudo ficaria bem”, declarou Norma Anabel Ramírez Amaya à imprensa que acompanhou a chegada.
Para garantir que os pais chegassem a tempo, uma operação logística foi organizada com apoio consular. Jovany Ramirez, irmão do paciente, explicou que agentes de imigração escoltaram o casal até a divisa internacional. A partir desse ponto, funcionários do consulado auxiliaram no embarque rodoviário e um voo de emergência foi viabilizado para acelerar o deslocamento até o território mexicano.
Apoio político ao jovem com câncer terminal em Chicago
A mobilização para a liberação do casal contou com a articulação de políticos de Illinois. A parlamentar democrata Delia Ramirez integrou o grupo que solicitou urgência no pedido judicial devido à gravidade da saúde do rapaz. Sobre o desfecho da repatriação, a legisladora pontuou a motivação familiar. “Independentemente da sua opinião sobre imigração, você não pode me dizer que uma mãe ou um pai fariam qualquer coisa para poder abraçar seu filho uma última vez”, afirmou a parlamentar.

