A Polícia Civil do Paraná revelou novos detalhes sobre a investigação envolvendo a morte de Iria Djanira Roman Costa Talaska, de 36 anos, e da filha Maria Laura Roman Talaska, de apenas três anos. As duas foram encontradas mortas dentro de um carro submerso no Rio Paraná após o veículo cair na água na noite de 2 de maio, em Porto Rico. O marido e pai das vítimas, Márcio Talaska, foi preso preventivamente na sexta-feira (8) suspeito de provocar o acidente de forma proposital.
Segundo a investigação, a análise de 23 imagens de câmeras de segurança e os depoimentos de testemunhas contradisseram a versão apresentada por Márcio à polícia. Ele afirmou inicialmente que a esposa dirigia o veículo e teria se perdido no caminho. No entanto, os investigadores concluíram que era ele quem conduzia o carro durante todo o trajeto naquela noite.
Polícia investiga se mãe e filha morreram no rio ou se já estavam mortas
A delegada responsável pelo caso afirmou que as imagens não mostram qualquer tentativa do casal de pedir informações ou buscar ajuda para encontrar a saída da cidade. “Não havia uma postura ali do casal de perguntar onde seria a saída da cidade”, disse. A delegada ainda ressaltou que o percurso feito pelo carro ocorreu de forma linear durante aproximadamente oito minutos, sem sinais de desorientação.
Outro detalhe que chamou atenção da polícia foi o comportamento de Márcio após a queda do veículo no rio. Conforme as investigações, ele conseguiu sair do carro com facilidade e demorou cerca de um minuto e meio para pedir ajuda. Os investigadores também aguardam novos laudos para esclarecer se mãe e filha morreram em decorrência do acidente ou se já estavam sem vida antes da queda do automóvel.
Defesa de Márcio Talaska se manifestou
A defesa de Márcio Talaska informou que ainda não teve acesso completo aos autos do processo e afirmou que pretende recorrer da prisão preventiva. Em nota, os advogados alegaram que ele está emocionalmente abalado pela perda da esposa e da filha e defenderam que a prisão não pode ocorrer apenas pela repercussão do caso. Enquanto isso, a Polícia Civil segue reunindo provas para concluir o inquérito nos próximos dias.

