As investigações sobre o desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, ganharam um novo desdobramento após a Polícia Civil do Paraná divulgar imagens de câmeras de segurança mostrando as jovens em uma boate de Paranavaí.
As gravações vieram a público na segunda-feira (11) e mostram as duas acompanhadas de Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, apontado como principal suspeito do caso e atualmente foragido da Justiça.
Primas foram à casa noturna
Segundo os investigadores, as imagens foram registradas na madrugada de segunda-feira (21), mesma data em que as jovens desapareceram. Por volta de 1h10, Sttela, Letycia e Clayton aparecem entrando na casa noturna. Em outro trecho das gravações, as primas surgem andando de mãos dadas dentro da boate. A polícia informou que a confirmação do local ocorreu após cruzamento de dados e depoimentos de testemunhas.
O delegado Luiz Fernando Alves Silva afirmou que a principal linha de investigação atualmente é de duplo homicídio. “Pelo tempo de desaparecimento, e também pela dinâmica dos fatos, análise, cruzamento de informações, que seria a principal linha de investigação um duplo homicídio”, disse. Apesar disso, a Polícia Civil informou que outras possibilidades ainda não foram totalmente descartadas durante o andamento das investigações.
Suspeito usava nome falso e carro clonado
As apurações apontam que as jovens saíram de Cianorte na noite de domingo (20) em uma caminhonete preta dirigida por Clayton, conhecido por elas como Davi. O veículo foi filmado passando pela cidade de Jussara pouco antes da chegada à festa.
A polícia revelou ainda que Clayton utilizava um nome falso e já possuía mandado de prisão em aberto por roubo cometido em 2023. A caminhonete usada por ele também seria clonada, segundo os investigadores.
Após o desaparecimento das primas, ele teria retornado sozinho para Cianorte e deixado a cidade novamente usando uma motocicleta e sem celular. As forças de segurança seguem realizando buscas e pedem que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito ou das jovens seja repassada anonimamente pelos telefones 181, 190 ou 197.

