Prints revelam que tenente-coronel enviou foto para PM que assediava logo após a morte da esposa: ‘Bom dia’

Mensagens atribuídas ao oficial mostram investidas insistentes contra subordinada antes e depois da morte da PM Gisele.

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Mensagens de celular obtidas pela investigação revelaram que o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Neto, de 53 anos, preso acusado de matar a esposa, também teria assediado sexualmente uma soldado subordinada durante cerca de oito meses em São Paulo. Os prints de WhatsApp mostram conversas enviadas entre junho de 2025 e março de 2026, período em que o oficial teria feito insistentes investidas contra a policial de 32 anos, identificada como Rariane. À época, Neto era casado com a soldado Gisele Alves, morta em fevereiro deste ano após ser baleada no apartamento do casal.

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As mensagens fazem parte de uma denúncia apresentada à Corregedoria da PM pelo advogado da policial. O material inclui acusações de assédio sexual e moral, perseguição, ameaça e coação. Em uma das conversas, o oficial afirma que queria “dar um beijo bem gostoso” na subordinada. As respostas enviadas pela soldado demonstram recusa direta às investidas, deixando claro que não desejava qualquer envolvimento com o superior hierárquico.

Denúncia aponta perseguição por parte de Coronel

Segundo o relato encaminhado à Corregedoria, o comportamento do oficial não teria ficado restrito às mensagens enviadas pelo celular. A denúncia aponta que Geraldo Neto chegou a descobrir o endereço da soldado e foi até o prédio onde ela mora levando flores. Imagens de câmera de segurança registraram o momento em que o oficial deixa a portaria do edifício após a visita.

Em outra mensagem apresentada pela defesa da policial, Rariane afirma que ficou emocionalmente abalada ao ter o nome associado a um suposto relacionamento amoroso com o oficial. Ela escreveu que nunca teve qualquer envolvimento com ele e relatou desconforto diante da situação. O caso passou a ser analisado administrativamente pela Corregedoria da Polícia Militar, que apura a conduta do tenente-coronel.

Oficial voltou a procurar subordinada após morte da esposa

A denúncia ainda sustenta que o oficial voltou a procurar a soldado mesmo após a morte de Gisele Alves, ocorrida em 18 de fevereiro. Segundo o relato, Neto teria enviado mensagens tentando se justificar e negando participação no crime. A policial afirmou que ignorou os contatos feitos após a tragédia. “Oi! Bom dia!“, enviou Neto seguido de uma foto de seu rosto. Geraldo está preso preventivamente sob acusação de matar a esposa dentro do apartamento onde viviam, no Brás, região central de São Paulo. O Ministério Público sustenta que o crime teria ocorrido porque o oficial não aceitava a separação. A investigação aponta que Gisele decidiu se divorciar após descobrir supostas traições cometidas pelo marido.