Esta é a doença que teria causado a morte do cão Orelha; MP concluiu que não houve agressões

MP disse em nota que animal sofria de doença profunda e antiga na região do crânio.

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A investigação sobre a morte do cão Orelha terminou com uma conclusão diferente daquela divulgada no início do caso. O Ministério Público de Santa Catarina informou que o animal não morreu após sofrer agressões na Praia Brava, em Florianópolis.

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De acordo com os laudos periciais analisados pelos investigadores, o cachorro apresentava uma doença grave e crônica que teria provocado o agravamento do seu estado de saúde. Os exames veterinários identificaram que Orelha sofria de osteomielite na região maxilar esquerda.

Doença do cão Orelha

A doença é uma infecção óssea severa, capaz de provocar inflamações profundas, dores intensas e destruição gradual do tecido afetado. Segundo o Ministério Público, as lesões encontradas no animal eram compatíveis com um quadro de longa evolução e não com ferimentos provocados recentemente por maus-tratos.

A análise técnica foi realizada após a exumação do corpo do cachorro. O perito responsável informou que não encontrou sinais de traumatismo recente, fraturas ou marcas que indicassem violência causada por ação humana. Além disso, os investigadores destacaram que imagens e testemunhos mostraram que o animal ainda conseguia caminhar normalmente algum tempo depois da suposta agressão divulgada inicialmente.

Erro em câmeras

Durante a apuração, também foi descoberto um erro importante na sincronização das câmeras de segurança utilizadas no começo da investigação. As gravações apresentavam diferença de aproximadamente 30 minutos no horário real. Com a correção do tempo das imagens, o Ministério Público concluiu que o adolescente apontado como suspeito não esteve próximo do cão no período analisado pela polícia.