A morte da freira brasileira Nadir Santos da Silva ganhou repercussão internacional após detalhes do caso serem divulgados pela Vatican News e pela agência italiana ANSA. A religiosa, de 45 anos, morreu afogada na região de Vaccarizzo, em Catânia, na Sicília, depois de tentar salvar outras freiras durante um passeio comunitário no mar.
Segundo informações das autoridades italianas, Nadir estava acompanhada de outras três religiosas quando o grupo foi surpreendido por fortes ondas e por um desnível repentino no fundo do mar. As freiras tiveram dificuldades para retornar à faixa de areia e a brasileira tentou ajudar as companheiras durante o momento de desespero.
Tentativa de resgate terminou em tragédia
Durante a ação, Nadir acabou engolindo grande quantidade de água e perdeu a consciência. As demais religiosas conseguiram sair do mar com vida, embora uma delas tenha precisado de atendimento hospitalar. A polícia italiana informou que a freira conseguiu auxiliar parte do grupo antes de perder as forças durante o salvamento.
Em homenagem publicada pelo Vaticano, a religiosa foi descrita como alguém profundamente dedicada à fé e à vida consagrada. O monsenhor Bruno Lins afirmou que Suor Nadir vivia a espiritualidade de maneira intensa e buscava a plenitude em sua caminhada religiosa. Segundo ele, sua trajetória foi marcada por transformação pessoal e entrega total à missão da Igreja.
De juventude rebelde à liderança religiosa na Itália
Nascida no interior da Bahia em 10 de agosto de 1980, Nadir mudou-se ainda criança para São Paulo. Antes de ingressar na vida religiosa, chegou a se identificar como “punk” e “anarquista” durante a juventude, conforme relatado pelo Vaticano. Atualmente, ela atuava como priora da comunidade das Carmelitas Mensageiras do Espírito Santo na Sicília.
O funeral da brasileira será realizado nesta quinta-feira (14), na Igreja Matriz de San Giovanni La Punta, em Catânia, cidade onde vivia e exercia sua missão religiosa.
