A Polícia Civil do Paraná continua investigando as circunstâncias da morte de Iria Djanira Roman Costa Talaska, de 36 anos, e da filha Maria Laura Roman Talaska, de apenas três anos. As duas foram encontradas mortas dentro de um carro submerso no Rio Paraná, em Porto Rico, no noroeste do estado, no início deste mês. O marido de Iria, Márcio Talaska, é investigado por feminicídio e homicídio.
De acordo com a delegada responsável pelo caso, testemunhas relataram que houve um “clima de tensão” durante uma confraternização na noite anterior ao acidente. Segundo os depoimentos, Iria teria escolhido uma música relacionada à traição, situação que teria incomodado Márcio. Pouco depois, o casal deixou o local acompanhado da filha. “Esse fato é considerado como linha de motivação do crime”, afirmou a delegada Iasmin Gregório.
Depoimento do marido tinha inconsistências
As investigações passaram a tratar o caso como suspeito depois que a polícia descobriu inconsistências no depoimento do marido. Inicialmente, Márcio afirmou que era Iria quem dirigia o veículo no momento em que o carro caiu no rio. No entanto, elementos reunidos pela investigação levantaram dúvidas sobre a versão apresentada. O homem acabou preso preventivamente na quinta-feira (8), em Nova Londrina.
Laudos apontaram que mãe e filha morreram afogadas, o que reforça a hipótese de que ambas ainda estavam vivas quando o carro entrou no Rio Paraná. Márcio foi o único ocupante do veículo que conseguiu escapar com vida. A Polícia Civil agora aguarda o resultado de outros exames periciais para concluir o inquérito e definir oficialmente a dinâmica do caso.
Defesa do suspeito se manifestou
A defesa de Márcio Talaska informou que ainda não teve acesso completo ao processo, mas afirmou que pretende recorrer da prisão preventiva. Enquanto isso, familiares das vítimas seguem acompanhando o avanço das investigações e cobrando esclarecimentos sobre o que realmente aconteceu na noite da tragédia que chocou o Paraná.
