Desaparecimento de primas no Paraná completa 24 dias e essa é a principal hipótese da polícia

Sttela e Letycia estão desaparecidas há exatos 24 dias e polícia segue investigação.

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O desaparecimento de Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes completa 24 dias nesta sexta-feira (15) cercado de mistério, buscas intensas e sofrimento para familiares das jovens. As primas, ambas de 18 anos, foram vistas pela última vez na madrugada de segunda-feira (21), após passarem por uma balada em Paranavaí acompanhadas de Clayton Antonio da Silva Cruz, principal investigado do caso.

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Com o avanço das investigações, a Polícia Civil passou a trabalhar oficialmente com a hipótese de duplo homicídio. Segundo os investigadores, há fortes indícios de envolvimento de Clayton no desaparecimento das jovens, embora os corpos ainda não tenham sido localizados. A principal linha seguida pela polícia considera que as primas podem ter sido assassinadas após deixarem a casa noturna onde foram filmadas pela última vez.

Investigação da polícia

A suspeita ganhou força após a análise da movimentação do investigado nos dias seguintes ao desaparecimento. Conforme apurado pela polícia, Clayton retornou sozinho para Cianorte entre terça-feira (22) e quarta-feira (23), sem a caminhonete utilizada na viagem. O veículo posteriormente foi identificado como clonado. Depois disso, ele desapareceu novamente utilizando uma motocicleta e abandonando o celular, numa atitude considerada suspeita pelos investigadores.

Ficha criminal do suspeito de desaparecimento

Outro fator que reforça a principal hipótese da polícia é o histórico criminal do suspeito. Clayton possui antecedentes por tráfico de drogas, roubo agravado, porte ilegal de arma, cárcere privado e uso de identidade falsa. Ele também já possuía um mandado de prisão em aberto por um roubo cometido em 2023 na região de Apucarana. Segundo a investigação, o homem utilizava o nome falso de Davi para se aproximar das vítimas em festas e baladas do Noroeste do Paraná.

Enquanto a polícia tenta localizar o suspeito, equipes do BOPE, Polícia Militar e Polícia Civil seguem realizando buscas em áreas rurais de Paranavaí e cidades vizinhas. Drones, cães farejadores e equipes terrestres participam das operações, principalmente em locais onde houve registro do último sinal de celular de uma das jovens. “Meu coração de mãe diz que elas estão vivas, mas sofrendo muito”, declarou Ana Erli Melegari, mãe de Sttela, em meio à espera angustiante por respostas sobre o paradeiro das primas.