O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro esteve nesta terça-feira (26) no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, para um encontro reservado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Também participaram da visita o deputado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo. O grupo posou para uma foto oficial ao lado do líder norte-americano antes de deixar o local.
Nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro ironizou críticas de opositores que diziam que a reunião não aconteceria. O encontro gerou repercussão porque, até horas antes, a agenda oficial de Trump não indicava qualquer compromisso com o senador brasileiro, aumentando ainda mais a curiosidade em torno da visita.
Reunião secreta e ataque indireto ao governo Lula
Durante a passagem pelos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro afirmou que sua ida à Casa Branca teve como objetivo apresentar uma alternativa política à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizada em 7 de maio. Segundo o senador, o atual governo brasileiro teria atuado contra a proposta discutida em Washington de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.
A declaração ampliou o embate político entre aliados de Bolsonaro e integrantes do governo petista, principalmente após o parlamentar afirmar que o Brasil poderia mudar completamente sua postura internacional caso a direita retorne ao poder em 2026.
Plano de Bolsonaro inclui aliança internacional de Trump
Flávio também revelou que, em uma eventual vitória presidencial, pretende inserir o Brasil no “Escudo das Américas”, programa lançado por Trump para fortalecer o combate ao tráfico de drogas e à imigração ilegal no continente. Atualmente, a iniciativa reúne governos alinhados à direita, como os de Argentina, Chile e Paraguai, todos próximos da política externa norte-americana.
