O Brasil se prepara para alterações climáticas significativas nos próximos meses em decorrência da instalação oficial do fenômeno El Niño, confirmada pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico segundo a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos. Esse cenário de alerta indica que o evento deve se fortalecer, provocando ondas de calor, períodos de seca e tempestades intensas em diversas regiões brasileiras durante o final do ano.
De acordo com a agência americana, a expectativa é que o fenômeno se intensifique ao longo do inverno no Hemisfério Norte e atinja seu auge na virada da primavera para o verão de 2026/2027 no Hemisfério Sul.
Complementando essa previsão, o Inpe e o Inmet publicaram uma nota técnica nesta sexta-feira, 12 de junho, ressaltando que o grau de intensidade do El Niño será determinante para os efeitos sentidos na infraestrutura, na saúde pública e na economia nacional, resultando em condições climáticas extremas e variadas por todo o território.
Como será o impacto em cada região?
A Região Sul deve enfrentar um período de instabilidade, com chuvas abundantes e tempestades constantes, projetando-se para o trimestre entre julho e setembro um excesso de até 200 mm acima da média no Rio Grande do Sul, o que eleva a preocupação com enchentes, enquanto as temperaturas devem subir cerca de 1,5°C no Paraná e 1°C em Santa Catarina.
Já nas regiões Norte e Nordeste, o agravamento da seca na Amazônia e na Caatinga é esperado devido à redução expressiva das precipitações, cenário que coloca em risco os níveis dos rios e potencializa a ocorrência de queimadas. Quanto ao Centro-Oeste e ao Sudeste, a tendência é de chuvas irregulares acompanhadas de temperaturas superiores à média no Cerrado e no Pantanal.
Monitoramento é essencial
Diante desse quadro climático, torna-se essencial um monitoramento constante para minimizar impactos negativos no fornecimento de energia, na segurança alimentar e na disponibilidade de recursos hídricos, com novas atualizações previstas para breve.
