O Instituto de Saúde Carlos III, localizado em Madri, informou que pelo menos 212 mortes ocorridas entre domingo (21) e quarta-feira (24) na Espanha são atribuídas à recente onda de calor. Este número representa um aumento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 98 óbitos nesses quatro dias.
Essas estimativas são calculadas pelo sistema Monitoramento da Mortalidade, conhecido como MoMo, que realiza a compilação diária dos óbitos no país. O mecanismo funciona a partir do cálculo do desvio da mortalidade em relação ao índice previsível pelas séries históricas registradas.
O monitoramento também integra aos seus dados as informações de temperaturas divulgadas pela Agência Estatal de Meteorologia, a Aemet. De acordo com o órgão meteorológico, nenhuma região espanhola permanecia em alerta laranja ou vermelho devido às altas temperaturas nesta quinta-feira.
Registro de temperaturas históricas
A Aemet anunciou que a segunda-feira e a terça-feira da última semana registraram médias de 28,17°C e 28,08°C, respectivamente. Esses índices marcaram os dias mais quentes para um mês de junho no país desde o ano de 1950.
Como dados comparativos anteriores, a agência meteorológica apontou que o mês de junho de 2025 tinha sido o mais quente já registrado na história espanhola. O Ministério da Saúde do país também apresentou estatísticas complementares sobre o impacto do clima no período passado.
Impacto do clima na região
A Espanha é apontada atualmente como uma das nações mais afetadas pelas mudanças climáticas em todo o continente europeu. Embora a população local seja habituada a marcas térmicas elevadas, o país enfrenta a intensificação desses fenômenos meteorológicos.
Os registros indicam que o território enfrenta ondas de calor severas com intervalos de pausa cada vez menores durante a totalidade do verão. As estatísticas oficiais dos institutos de saúde e de meteorologia seguem acompanhando a evolução dos índices de mortalidade e do clima.
