As investigações sobre a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ganharam um novo elemento após o depoimento do amigo que acompanhava a jovem no dia da tragédia, em Limeira (SP). Em relato à Polícia Civil, ele revela que percebeu diferenças na preparação para o salto de rope jump realizado por Maria Eduarda, levantando novos questionamentos sobre os procedimentos adotados pelos organizadores do evento.
Segundo o depoimento, o rapaz realizou o salto antes da amiga e passou por um protocolo que incluía a colocação dos equipamentos de segurança em uma área específica, enquanto a fixação da corda era feita apenas na plataforma, instantes antes da descida.
Amigo relata ocorrido com Maria Eduarda
Na preparação de Maria Eduarda para o salto, o amigo disse que o procedimento foi muito mais rápido que o dele e contou com a participação de três pessoas. O jovem afirmou ainda que não viu o momento em que a corda teria sido presa à jovem. O testemunho também revelou os instantes de desespero após o acidente.
De acordo com o rapaz, logo depois de Maria Eduarda ser lançada da ponte, ele ouviu pessoas gritando que ela estava sem a corda de segurança. Em estado de choque, precisou ser amparado por outras testemunhas e não conseguiu acompanhar tudo o que aconteceu na sequência. Ele informou ainda que conhecia Maria Eduarda havia cerca de dois anos e que ambos decidiram participar da atividade após verem a divulgação nas redes sociais, pagando R$ 180 pelo salto e mais R$ 110 pelo aluguel de uma câmera GoPro.
Câmera desapareceu
Paralelamente ao depoimento, a investigação avançou sobre o desaparecimento da câmera utilizada pela vítima. A polícia aponta que João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, um dos investigados presos no caso, foi quem retirou a GoPro do braço de Maria Eduarda após a queda. Testemunhas já haviam relatado ter visto uma pessoa recolhendo o equipamento, que continua desaparecido. O material é considerado importante para esclarecer os acontecimentos que antecederam a tragédia.
