Presa, diarista confessa que matou casal de idosos e revela o que motivou o crime: ‘Surgiu o interesse em…’

Em depoimento informal à polícia, Paola Stefany Neto Cirino se manifestou sobre seu ato criminoso.

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A prisão da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, trouxe novos desdobramentos para a investigação sobre a morte do casal de idosos Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. Segundo a Polícia Civil, a suspeita confessou informalmente o crime e afirmou que decidiu agir depois de conhecer a residência das vítimas durante um serviço de limpeza.

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De acordo com o delegado Gustavo Barletta, ela relatou que ficou impressionada com os bens existentes no imóvel e que surgiu o interesse em praticar o crime contra o patrimônio. Conforme a investigação, a diarista disse que observou joias, relógios e dinheiro na casa antes de colocar o plano em prática.

Delegado conta o que ouviu da mulher que confessou ter matado o casal de idosos

“Quando estava trabalhando ficou encantada com a residência e, daí, surgiu o interesse em praticar o crime”, disse o delegado, ao relatar o que motivou o crime, segundo ouviu da mulher. Ainda de acordo com a polícia, ela afirmou que dopou o casal utilizando uma substância cujo tipo não foi divulgado e, em seguida, cometeu o duplo homicídio com golpes de faca. Apesar da confissão inicial, durante o depoimento oficial a suspeita exerceu parcialmente o direito constitucional de permanecer em silêncio e optou por não responder a todas as perguntas dos investigadores.

Em outro trecho do relato, Paola declarou que teria sofrido um “surto psicótico” e alegou possuir um antigo problema de saúde mental. Conforme o delegado, ela afirmou ouvir vozes que teriam determinado a execução do crime. Barletta ressaltou a violência da ação e afirmou que não se recorda de outro crime patrimonial com tamanha quantidade de golpes de faca, destacando a extrema crueldade registrada no caso.

Mais sobre as investigações do caso

As investigações também apontam que diversos objetos foram levados da residência, incluindo joias, relógios, roupas, óculos, pertences pessoais e dinheiro, com prejuízo estimado em cerca de R$ 200 mil. Segundo a polícia, a suspeita afirmou ter vendido todo o material por aproximadamente R$ 3,3 mil. Presa em Itabira, em Minas Gerais, ela passou pelos procedimentos legais e deverá permanecer à disposição da Justiça enquanto o inquérito prossegue para esclarecer todos os detalhes do crime.