Número de casos de ebola dispara; mais de 800 pessoas já morreram e este número pode subir nos próximos dias

Todos os dias são registrados novos casos e as autoridades estão em alerta máximo.

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O surto de ebola na República Democrática do Congo chegou a 2.267 casos confirmados da doença, conforme o boletim mais recente. Os dados consideram os registros até a última sexta-feira e apontam 893 mortes provocadas pela infecção viral.

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Nas 24 horas anteriores à divulgação do balanço, foram confirmados 86 novos casos e mais 29 mortes relacionadas ao ebola. O avanço da doença mantém autoridades sanitárias em alerta diante do crescimento contínuo dos números registrados no país africano.

O ebola é uma doença infecciosa viral considerada grave e com alta taxa de letalidade, sendo transmitida principalmente pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas. Há cerca de um mês, a República Democrática do Congo havia informado pouco mais de 2.100 casos confirmados e 754 mortes, demonstrando o avanço do atual surto.

OMS mantém alerta para avanço do ebola na África

A Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública de importância internacional devido ao surto. Segundo a OMS, o atual cenário envolve principalmente a República Democrática do Congo e Uganda, onde circula a cepa Bundibugyo do vírus, que ainda não possui vacina aprovada nem tratamento específico.

A entidade também informou que os conflitos nas regiões atingidas dificultam a realização de testes, o atendimento às pessoas infectadas e a implementação de medidas rápidas para conter a disseminação da doença. De acordo com a OMS, esses fatores representam um desafio adicional para o controle da epidemia.

Países adotam restrições enquanto OMS desaconselha bloqueios

O Canadá anunciou que passará a negar a entrada de estrangeiros que tenham estado na República Democrática do Congo nos últimos 21 dias. A medida temporária entra em vigor amanhã e segue decisão semelhante adotada anteriormente pelos Estados Unidos, que também passaram a restringir a entrada de pessoas que estiveram no país africano no mesmo período.

Ainda segundo o texto, sete trabalhadores humanitários norte-americanos permanecem em quarentena no Quênia após atuarem no combate ao surto no Congo. O segundo paciente norte-americano infectado e transferido para a Alemanha responde bem ao tratamento, enquanto o primeiro recebeu alta em junho, a OMS afirma que não recomenda restrições de viagens ou de comércio com o Congo, por considerar que essas medidas podem ampliar o estigma e dificultar o controle da epidemia.