Lula compara Forças Armadas a Deus e chama Bolsonaro de ‘imbecil’ em discurso em SP

Declarações do presidente sobre militares e ex-rival político voltam a incendiar o debate nas redes sociais.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a provocar forte repercussão ao comparar as Forças Armadas a Deus durante visita à fábrica da Avibras, em São Paulo. Ao defender mais investimentos no setor de Defesa e a recuperação da empresa, Lula afirmou, em tom de brincadeira, que as Forças Armadas “são que nem Deus. Você pode não acreditar, mas, quando tiver dor de barriga, fala ‘ai, meu Deus'”. A declaração rapidamente ganhou destaque nas redes sociais.

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Na agenda, o presidente também comemorou a retomada das atividades da Avibras após três anos de paralisação provocada por uma prolongada crise financeira. Lula ressaltou a importância estratégica da indústria nacional de defesa, destacando que a empresa fabrica armamentos e veículos militares utilizados pelas Forças Armadas brasileiras e exportados para outros países.

Ataques ao governo anterior elevam o tom do discurso

Durante o evento, Lula voltou a criticar a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Sem mencionar o nome do antecessor, declarou que “o imbecil ganhou as eleições e não achou a caixa-preta”. Em seguida, afirmou que “a caixa-preta estava na cabeça dele, que estava atrofiada”, ao comentar as antigas acusações envolvendo o BNDES.

A chamada “caixa-preta” do banco de fomento foi uma das bandeiras defendidas por Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018. Posteriormente, uma auditoria externa concluiu que não foram encontradas irregularidades nos financiamentos analisados, encerrando as suspeitas levantadas na época.

Lula defende atuação do BNDES

Ao encerrar o discurso, o presidente afirmou que o BNDES sofreu ataques constantes no governo anterior, mas manteve uma gestão técnica e responsável. Segundo Lula, a instituição registrou inadimplência “quase zero” e continua sendo “a maior competência para trabalhar com investimentos de longo prazo para a indústria brasileira”, reforçando o papel do banco no financiamento do desenvolvimento econômico.