A morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, encontrado carbonizado dentro de um carro em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza, ganhou um novo elemento com o depoimento de uma familiar. Segundo Rosilane Sampaio, tia do policial, Raphael mantinha um relacionamento extraconjugal com a policial militar Júlia Natália Girão Gomes, que está presa sob suspeita de participação no crime.
A informação foi revelada durante uma entrevista concedida à TV Verdes Mares na quinta-feira (13), durante o velório da vítima. Rosilane afirmou que sabia da relação entre os dois e destacou que o envolvimento não poderia servir como justificativa para o assassinato. “Houve sim uma relação extraconjugal, mas não quer dizer que merecia a morte”, lamentou a tia. Júlia e Raphael eram colegas de equipe na Polícia Militar do Ceará, e, conforme o relato da familiar, o relacionamento existiria pelo menos desde março de 2026.
Decisão da Justiça
A Justiça decretou a prisão da policial e também de seu marido, Antoneudo Ribeiro Lima Júnior, em audiências de custódia realizadas na quinta-feira (13). Júlia havia sido presa em flagrante sob suspeita de envolvimento na morte do soldado, mas a prisão em flagrante não foi reconhecida judicialmente. Mesmo assim, a Justiça determinou a prisão preventiva da policial a pedido da Polícia Civil e do Ministério Público.
Antoneudo, por sua vez, havia sido detido inicialmente por posse de munições e documentos falsos. A prisão relacionada a essas acusações foi relaxada durante a audiência de custódia, mas ele continuou detido e teve a prisão temporária decretada por suspeita de envolvimento no homicídio. A investigação também considera a possibilidade de que Júlia tenha tentado se apresentar como vítima. Ela foi encontrada amarrada próximo à região onde o corpo de Raphael foi localizado, mas imagens de câmeras de segurança levantaram contradições em relação à versão apresentada por ela.
Tia de Raphael falou sobre a morte do sobrinho
A tia de Raphael voltou a destacar que a existência de uma relação extraconjugal não poderia explicar ou justificar uma morte. “Uma relação extraconjugal não justifica a morte. Não justifica”, afirmou Rosilane. O caso continua sendo investigado pelas autoridades, que tentam esclarecer a dinâmica do crime e a possível participação de cada um dos suspeitos. Além da investigação sobre a morte do soldado, Júlia e Antoneudo também são investigados em um processo relacionado a um esquema de criação e venda de perfis falsos em aplicativos de transporte.
