Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (28) um acordo envolvendo o petróleo da Venezuela que pode ampliar o acesso dos Estados Unidos às reservas do país. Em publicação na Truth Social, o presidente americano afirmou que Washington terá controle majoritário sobre mais de 65 bilhões de barris e classificou o tratado como o “maior da história mundial”.
Trump também declarou que o acordo poderá mais que dobrar as reservas de petróleo dos Estados Unidos. Segundo o presidente, a iniciativa ainda teria potencial para reduzir significativamente os preços da gasolina para os consumidores americanos, em meio à pressão sobre o custo dos combustíveis.
Petróleo venezuelano vira aposta estratégica de Trump
Desde a mudança no comando da Venezuela, Washington vem buscando garantir um fluxo mais estável de petróleo bruto venezuelano para suas refinarias e estimular investimentos americanos no setor energético do país. Atualmente, a Venezuela produz cerca de 1,25 milhão de barris por dia, apesar de possuir enormes reservas e enfrentar dificuldades na estrutura de produção.
O governo americano também tenta encontrar alternativas para recompor sua Reserva Estratégica de Petróleo. Entre as possibilidades avaliadas está a realização de trocas de petróleo bruto com produtores dos próprios Estados Unidos, enquanto o acesso ao petróleo venezuelano ganha importância na estratégia energética de Washington.
Acordo pode mexer com mercado e preços
O anúncio ocorre em um momento politicamente delicado para Trump, que enfrenta pressão por causa da alta dos preços da gasolina antes das eleições de meio de mandato. A promessa de ampliar a oferta de petróleo e reduzir custos pode se tornar um argumento importante para o governo. Os detalhes completos do acordo, porém, ainda precisam ser esclarecidos, especialmente sobre como será exercido o controle americano e quais serão os efeitos sobre a produção venezuelana.
