O 7 de Setembro desta segunda-feira (7) ganhou importância estratégica na corrida presidencial de 2026. Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa do desfile oficial da Independência, em Brasília, Flávio Bolsonaro (PL) estará em uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo. A agenda coloca os dois principais nomes da disputa em espaços completamente diferentes.
O cenário eleitoral aumenta a relevância dos atos. Pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (2) mostra Lula com 37% das intenções de voto, contra 30% de Flávio. Em uma eventual disputa de segundo turno, o levantamento aponta empate técnico: 42% para Lula e 41% para o senador. A data, portanto, pode funcionar como um termômetro político.
Lula aposta na força institucional em Brasília
O presidente participa pela manhã da cerimônia oficial, prevista entre 9h e 11h, acompanhado de Janja, Geraldo Alckmin e outras autoridades. A expectativa é de aproximadamente 30 mil pessoas. O desfile terá como temas a soberania nacional, o combate ao feminicídio e a Copa do Mundo Feminina de 2027, além de apresentações das Forças Armadas e da Esquadrilha da Fumaça.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, pretende transformar a Avenida Paulista em uma demonstração de força da direita. O ato está marcado para as 15h e tem expectativa de reunir até 100 mil pessoas. O PL paulista e aliados de Tarcísio de Freitas participaram da mobilização de representantes de diversos municípios, em uma tentativa de ampliar a presença do movimento.
Flávio encara o teste que pode mudar o jogo
A manifestação deverá concentrar críticas ao governo Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, com defesa de pedidos de impeachment contra o magistrado. Para Flávio, porém, o principal desafio será mostrar que o bolsonarismo conserva capacidade de mobilização mesmo sem Jair Bolsonaro. O tamanho do público e a repercussão do ato poderão se transformar em um dos primeiros grandes sinais sobre a força eleitoral do senador.
