A mansão de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, tornou-se um dos patrimônios de destaque nas investigações do caso Master. Avaliada pela Polícia Federal em aproximadamente R$ 30 milhões, a residência está situada em uma área nobre de Belo Horizonte e chama atenção pela estrutura de lazer e pelo alto padrão dos ambientes, segundo documentos do processo.
Registros anexados à investigação mostram que o imóvel possui piscina interna e externa, spa, cinema, academia, quadras esportivas, elevador e espaço gourmet com bares. Diante da falta de uma estrutura própria para um grupo especializado, a PF chegou a solicitar autorização para utilizar a mansão como base de trabalho em Minas Gerais.
A proposta da PF que acabou barrada pelo STF
O pedido foi apresentado em 18 de março pelo grupo da Polícia Federal responsável por investigações de corrupção e lavagem de dinheiro. A corporação sustentou que ainda não tinha uma sede física e apontou interesse público na utilização do imóvel diante das suspeitas apuradas no caso. A Procuradoria-Geral da República apoiou a solicitação.
O ministro André Mendonça, entretanto, entendeu que a propriedade possui características essencialmente residenciais e recreativas. Para ele, a transformação da mansão em unidade administrativa exigiria adaptações significativas e poderia provocar gastos elevados. Os advogados de Vorcaro classificaram como “absurdo” o pedido para que a PF utilizasse o imóvel.
Mansão de luxo pode acabar em leilão
Embora tenha recusado a utilização da residência pelos policiais, Mendonça considerou que a venda antecipada poderia atender melhor ao interesse público. A defesa tenta impedir o leilão e argumenta que a investigação ainda não foi concluída e que não existe ação penal instaurada que sustente a medida. Em 26 de agosto, a PGR se posicionou contra a suspensão da venda, enquanto o ministro ainda não havia definido o destino definitivo da propriedade.
