O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou nesta terça-feira (15) que pretende apresentar em Washington registros da sessão do STF que discute a possibilidade de investigação contra Alexandre de Moraes. Em publicação no X, declarou esperar uma “nova rodada de sanções” dos Estados Unidos.
“Tudo registrado e pronto para expor em DC onde, se Deus quiser, se iniciará uma nova rodada de sanções”, escreveu Eduardo Bolsonaro no X.
Washington entra no centro da disputa e pressão por sanções aumenta
A movimentação ocorre antes de reuniões que Eduardo deverá manter nos EUA para tratar da possível retomada de punições contra Moraes. Segundo informações divulgadas nesta semana, o ex-deputado busca discutir a aplicação da Lei Magnitsky, instrumento usado pelo governo americano contra estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos.
No Brasil, o STF iniciou nesta terça-feira a análise sobre a abertura de investigação envolvendo Moraes e sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A sessão foi marcada por divergências entre ministros, enquanto documentos e mensagens obtidos pela Polícia Federal passaram a integrar o debate. Moraes nega irregularidades.
Caso Banco Master também alcança Flávio Bolsonaro
O episódio ocorre paralelamente às investigações que envolvem Flávio Bolsonaro, irmão de Eduardo e candidato à Presidência. Segundo reportagens, ele é alvo de apuração relacionada ao financiamento do filme “Dark Horse”, projeto ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio nega irregularidades e afirma que as negociações com Vorcaro estavam relacionadas à produção cinematográfica.
A eventual retomada de sanções dos Estados Unidos contra Moraes dependerá de decisões das autoridades americanas. Em 2025, o ministro chegou a ser sancionado pela Lei Magnitsky, mas as medidas posteriormente foram retiradas. A nova ofensiva de Eduardo coloca novamente a relação entre STF, Banco Master e governo dos EUA no centro do debate político brasileiro.
