Isabelle Caracristi enviou mensagem antes da queda; pedido feito pela jovem vem à tona

Áudio foi enviado a um parente cerca de uma hora antes da queda registrada no condomínio.

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O inquérito que investiga a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, reúne detalhes sobre as horas que antecederam a queda em um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza. Na noite de 13 de setembro, a jovem procurou um parente de confiança para relatar uma grave crise no relacionamento com João Munhoz Neto.

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Por volta das 19h40, Isabelle enviou gravações ao familiar e pediu que os arquivos fossem preservados. “Não apague este áudio, me responde”, escreveu a universitária, cerca de uma hora antes de a queda ser registrada, às 20h40. Segundo os depoimentos reunidos pela Polícia Civil do Ceará, os áudios indicam que a estudante enfrentava situações de chantagem emocional e controle dentro da relação.

Áudios revelam desabafo antes da queda

Ainda conforme os relatos anexados à investigação, João dificultava a convivência de Isabelle com familiares. Ao ser questionada pelo parente sobre o motivo de não encerrar o relacionamento, a estudante respondeu: “Depois desse, não quero ninguém. Quero ficar sozinha. Não suporto mais o João”.

Enquanto o familiar tentava restabelecer o contato telefônico às 20h11, sem conseguir falar com Isabelle, as câmeras do condomínio registraram a movimentação no edifício. As imagens mostram João deixando o local por volta das 18h32. Já às 19h12, a estudante aparece sozinha nos corredores, usando o celular enquanto seguia em direção ao rooftop do 23º andar, de onde ocorreu a queda.

Polícia ainda analisa materiais apreendidos

Após o impacto, equipes de socorro e órgãos periciais foram acionados e chegaram ao condomínio minutos depois. João retornou ao prédio às 22h48, quase duas horas depois do ocorrido. A investigação continua em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte.

Até o momento, quatro das oito oitivas previstas foram concluídas pela Polícia Civil. Peritos da Perícia Forense identificaram lesões compatíveis com a queda, enquanto exames toxicológicos preliminares não apontaram a presença de substâncias de interesse. Os materiais apreendidos permanecem sob análise técnica.