O confronto decisivo entre Vasco da Gama e Boca Juniors, válido pelo jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana e agendado para o dia 20 de outubro, não será realizado no Estádio do Maracanã. A administração do complexo esportivo, sob liderança do Consórcio Maracanã — gerido por Flamengo e Fluminense —, emitiu uma resposta negativa ao pedido formulado pelo clube cruz-maltino nesta segunda-feira (28).
O posicionamento oficial volta a impedir o uso da arena por parte da equipe carioca para um compromisso de grande apelo público no calendário internacional. Esta decisão representa o terceiro veto recebido pela diretoria do Vasco em solicitações feitas para mandar jogos no Maracanã ao longo de 2026.
Decisão da gestão
Anteriormente, a gestão do estádio já havia indeferido os pedidos encaminhados para os confrontos diante do Vitória e do Palmeiras, ambos válidos pela Copa do Brasil. A justificativa apresentada pelo consórcio administrador baseia-se na quantidade de partidas realizadas no local e na necessidade de preservação do gramado.
O novo indeferimento intensificou o descontentamento interno entre os dirigentes do clube de São Januário. O presidente do Vasco, Pedrinho, entende que a instituição possui um acordo formal que concede o direito de utilização do Maracanã, alegando que as sucessivas recusas impedem o cumprimento dessa prerrogativa.
Impasse recente
Diante do cenário, a diretoria estuda a possibilidade de recorrer novamente ao Judiciário para tentar obter a liberação da praça esportiva. Contudo, a alternativa de judicialização provoca incômodo interno. O presidente Pedrinho afirmou a pessoas próximas que não considera razoável precisar recorrer à Justiça para exercer algo que, na avaliação do clube, está previsto em um acordo existente.
