Na última rodada de propaganda eleitoral no rádio, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) escolheram estratégias distintas para os últimos dias antes do primeiro turno. As inserções serão veiculadas em 1º de outubro, data definida pelo TSE como encerramento da propaganda gratuita no rádio e na televisão.
A campanha de Flávio Bolsonaro aposta na mensagem de “virada” e utiliza o apoio de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Michelle Bolsonaro (PL). Os três últimos áudios preparados pelo candidato evitam ataques diretos a Lula e procuram reforçar a imagem de crescimento na reta final.
Flávio aposta em apoios; Lula parte para o confronto
Em uma das peças, o jingle “Virou, virou, virou. O Brasil agora é Flávio, o meu presidente” aparece como elemento central. Em outra, o senador pede diretamente o voto e afirma ter percorrido o país durante a campanha, dizendo ter conhecido de perto as dificuldades dos brasileiros. O material termina com mensagens de compromisso com o eleitor.
Já Lula divide sua estratégia entre pedido de voto e críticas ao adversário. Em uma das inserções, pede que os eleitores votem “de peito aberto” e afirma que escolher o número 13 seria votar nos próprios interesses e no futuro da família.
Campanha de Lula leva editorial do Estadão ao horário eleitoral
A segunda peça petista concentra-se em Flávio Bolsonaro e menciona um editorial de O Estado de S. Paulo. O locutor reproduz a avaliação do jornal sobre uma suposta proximidade entre o candidato e pessoas apontadas como ligadas às milícias, além de citar o entendimento de que isso representaria um risco político. A campanha encerra o áudio com um convite para que o eleitor reflita sobre a acusação.
