A Justiça do Ceará revogou a prisão de João Munhoz, de 34 anos, suspeito de violência psicológica e indução à autoexecução da namorada Isabelle Caracristi. A decisão foi tomada pelo Juízo da 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza, que acolheu manifestação do Ministério Público e atendeu ao pedido apresentado pela defesa.
A informação é do portal g1 Ceará, publicada em 1º de outubro de 2026, pela Redação. Em substituição à prisão, João cumprirá medidas cautelares que incluem uso de monitoramento eletrônico, distanciamento dos familiares da vítima e proibição de se ausentar da comarca. A Justiça não divulgou os motivos que embasaram a revogação da medida.
O que não foi explicado publicamente
A morte de Isabelle Caracristi, de 22 anos, ocorrida no dia 13 de setembro em Fortaleza, levou à prisão de João no dia 22 do mesmo mês. Contudo, ao determinar a soltura, o Poder Judiciário não informou quais razões jurídicas ou novas informações justificavam a mudança de decisão. Não foi tornada pública nenhuma fundamentação que justifique por que o suspeito de um caso tão grave deixa a prisão.
Testemunhas apontam comportamento controlador e restrições à liberdade da jovem. O apartamento foi limpo e colocado à venda logo após a morte, e a postura dele foi classificada como não colaborativa. Mesmo assim, a decisão de soltura não traz detalhes que esclareçam o que pesou a favor dele.
Investigação segue buscando respostas
A Polícia Civil do Ceará continua ouvindo testemunhas, analisando imagens, celulares e realizando perícias para esclarecer todos os fatos que antecederam a morte de Isabelle. O caso permanece aberto e as circunstâncias completas ainda estão sendo apuradas.
