Lito Sousa morreu nesta quinta-feira (1º), aos 59 anos, em decorrência da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição rara e neurodegenerativa que afeta o sistema nervoso. O influenciador e especialista em aviação descobriu a doença após receber o diagnóstico de câncer de próstata. Segundo o Ministério da Saúde, a DCJ é uma doença priônica humana, progressiva e fatal, associada a proteínas anormais chamadas príons.
A condição integra o grupo das encefalopatias espongiformes transmissíveis e pode apresentar diferentes manifestações neurológicas, o que torna a identificação do quadro complexa. Entre os sintomas estão perda de memória, tremores, demência, falta de coordenação motora, alterações da linguagem, distúrbios visuais, espasmos musculares e mudanças de comportamento.
Como a doença é diagnosticada
O diagnóstico da DCJ depende de uma avaliação médica detalhada, com exames neurológicos e complementares. Ressonância magnética, eletroencefalograma, tomografia computadorizada e testes genéticos para investigar alterações no gene PRNP estão entre os recursos utilizados na investigação.
A confirmação oficial depende da análise neuropatológica do tecido cerebral, realizada por biópsia ou, mais frequentemente, após a morte, por meio de necropsia. Os exames histopatológicos e imuno-histoquímicos avaliam as células e as proteínas presentes no tecido. A investigação genética também auxilia na diferenciação entre as formas hereditárias e outras apresentações da doença.
Formas e transmissão da DCJ
A doença não é contagiosa e não há evidências de transmissão pelo contato cotidiano. Segundo o Ministério da Saúde, abraços, beijos, relações sexuais, roupas, copos, talheres e outros objetos não são formas de transmissão. A variante esporádica corresponde a cerca de 85% dos casos, enquanto a hereditária representa entre 5% e 15% e está associada a mutações no gene PRNP. A forma iatrogênica representa menos de 1% dos casos conhecidos e está ligada a exposições médicas específicas.
