A tenente Gabriela Emília Soares Resende, de 35 anos, foi a primeira mulher da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) habilitada a pilotar aeronaves de asa fixa, em 2023. A trajetória pioneira da oficial foi interrompida na tarde de sexta-feira (9), quando ela morreu na queda de um avião da corporação em Santana do Paraíso, na região do Vale do Aço. A militar havia retornado recentemente da licença-maternidade e deixou o marido e dois filhos pequenos.
Natural de Belo Horizonte, Gabriela ingressou na Polícia Militar em 2017 e foi declarada oficial dois anos depois. Antes de integrar o Comando de Aviação do Estado (Comave), trabalhou em funções operacionais, incluindo como comandante de setor no 34º Batalhão e no Comando Tático Móvel do 41º Batalhão, ambos na capital mineira. Na aviação policial, acumulava aproximadamente 300 horas de voo, segundo informações divulgadas pela corporação.
Avião bimotor caiu no Vale do Aço
A tenente estava a bordo da aeronave Pégasus 17, um bimotor Beechcraft Super King Air 300, prefixo PP-EJO, que realizava um voo de rechecagem da tripulação. O avião caiu nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço. Além de Gabriela, morreram no acidente o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, de 49 anos, e a tenente Alice dos Santos Almeida, de 34. As três vítimas faziam parte da estrutura de aviação da PM mineira.
Silvestre era o piloto da aeronave no momento do acidente e acumulava mais de cinco mil horas de voo. Ele comandava o esquadrão de aviões do Comave e estava na Polícia Militar havia mais de duas décadas. Natural de Belo Horizonte, deixou a esposa e três filhos. Alice, por sua vez, nasceu em Caratinga, na região do Rio Doce, e atuava como pilota e na manutenção das aeronaves da corporação. Ela também tinha cerca de 300 horas de voo, conforme a PMMG.
PM lamenta morte
O Corpo de Bombeiros informou que foi acionado por volta das 16h20 para atender à ocorrência na altura do quilômetro 43 da BR-458. Duas equipes foram enviadas ao local, onde imagens registraram uma grande coluna de fumaça após a queda. A Polícia Militar lamentou a morte dos três profissionais. “A nossa corporação está em luto. Perdemos três asas indomáveis, pessoas que faziam um trabalho importantíssimo”, declarou o coronel Flávio Santiago, diretor de comunicação organizacional da instituição.
